Kabana do Koninhas
À atenção dos Kabanos - Passagem de Ano
Bom dia, karos Kabanos!
Após contactos exploratórios, que se revelaram frutíferos, a Kabana do Koninhas revela:
Está em marcha o projecto "PASSAGEM DE ANO 2006/07 ", promovido pela direkção kabanal.
Em breve, serão revelados mais pormenores, mas os interessados, poderão manifestar a sua intenção de participar, junto da redakção da Kabana do Koninhas.
Nesta fase, pode ser revelado o local - "Quinta da Serração", em Santana ( junto à estação da CP); Quanto à ementa que comporá o jantar será, ao que tudo indica, sopa à lavrador, seguida de filetes de pescada, alourados, com arroz e uma bela salada, terminando o repasto, com o belo e tradicional leitão à Bairrada.
No que toca ao entretenimento, teremos uma boa surpresa para os participantes, mas será revelada aquando da sua total confirmação.
Aguardam-se comentários ou manifestações de adesão.
O Direktor
P.S. Apesar de ainda faltarem dois meses para o evento, a Kabana do Koninhas revela que o limite de inscrições para a festa, será no dia 16 de Dezembro.
Cuidado, Kabanos!
Cuidado, karos Kabanos, para que não vos aconteça o mesmo...
Aconteceu no hospital de Matosinhos e a situação é deveras bizarra!
Um casal de Ingleses dirigiu-se às urgências do referido hospital, para tratamento das seguinte enfermidades: Ele - com parte do pénis rasgado; Ela - com uma queimadura nas costas de 2º grau e a cabeça rachada. As enfermeiras acharam muito estranho e perguntaram o que tinha sucedido e então... Estavam os dois na cozinha, completamente nus. Ele estava a fazer panquecas, virando-as como
deve ser (atirando-as ao ar) e ela estava ajoelhada, a fazer sexo oral.
Ele falhou uma panqueca que foi aterrar nas costas dela, ela trincou-lhe o pénis e, como reflexo, ele deu-lhe com a frigideira na cabeça.
Assunto esclarecido.
Mensagem ecológica
A Kabana do Koninhas, numa crescente preocupação com tudo o que respeita à ecologia e à defesa do meio ambiente, vai lançar uma Mega-Kampanha de sensibilização dos cidadãos para que respeitem o ambiente, e cujo lema será:

NÃO PRESERVE APENAS O MEIO AMBIENTE, MAS SIM TODO ELE!
“Hás-de me dizer onde é o teu caixote do lixo”
Todo o kabano estará, com certeza, familiarizado com a frase: “Hás-de me dizer onde é o teu caixote do lixo”
Enquadra-se esta frase, em qualquer tertúlia de machos que, ao colocarem esta questão, estão somente a interpelar alguém acerca de um comentário, por este proferido.
Este comentário, sempre acerca de um qualquer espécime feminino, terá tido, quando proferida, um carácter de desdém, de jocosidade ou, até mesmo, de sarcasmo….
Então, o interpelador inquire o interpelado, enfatizando um certo sentimento de injustiça e colocando-lhe a questão: “Hás-de me dizer onde é o teu caixote do lixo”, tendo, como objectivo, vexar o interpelado.
Mas e a proveniência de tal frase? De onde terá vindo? Onde terá nascido?
Para estas questões, tão pertinentes, a Kabana do Koninhas tem a resposta.
Numa curiosa coincidência, mas revelando alto sentido de oportunidade, o repórter da Kabana estava “lá”, “in situ”, quando tal aconteceu. E para provar o que dizemos, aqui está a prova documental da criação de tão marcante frase.

"O meu caixote é este.... escolhe à vontade."
Foda-se - por Millôr Fernandes
Foda-se - por Millôr Fernandes (desenhista, humorista, escritor, dramaturgo, brasileiro)
(adaptado)
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!