Ode aos gases!
Karos Kabanos:
Apesar desta, não ser uma obra da nossa lavra, da inspiração kabanal, não quero deixar de compartilhar convosco, este fantástico poema.
Só se lamenta o desconhecimento da proveniência de tão deliciosa pérola.
Cá vai:
Prefiro em rodelas ananases!
Os meus peidos soam a trombone.
O seu odor é de químico letal.
Quem o sobrevive proclama; "não faz mal".
Os meus peidos são trovões do faroeste.
São projectos de gente que investe.
São torrentes que passam ao luar.
São gases que conseguiram escapar.
São nuvens que cheiram a feijão.
São vestígios de bacalhau com grão.
Armaduras contra a solidão.
Armas que uso, porque não?
São peidos. Nada mais posso dizer.
São bufas. Nada mais posso peidar.
São traques. São impossíveis de ver.
Mas muito visíveis para cheirar!
Peidos em Janeiro? Rosas senhores!
Traques? Bufas? Gases? Prefiro em rodelas ananases!